terça-feira, 19 de setembro de 2017

PÉ NA ESTRADA

No próximo dia 21 vou a um bate papo com alunos do Colégio Expedicionário Brasileiro, no Jardim São José, em Ribeirão Preto. O evento deve ocorrer a partir das 16 h.

ORELHA

Esta coluna reúne apresentações de livros escritas em algum momento por Menalton Braff.

Dos tempos

“ Todas as coisas têm seu tempo, e todas elas passam debaixo do céu segundo o termo que a cada uma foi prescrito. Há tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.” Eis o que se encontra no terceiro capítulo do Eclesiastes.
Conheci a Ely Vieitez Lisboa com as mangas arregaçadas em pleno plantio. Depois fui aos poucos descobrindo que plantar era sua vocação, talvez sua compulsão. Agora o tempo é de colher, como prescreve o Eclesiastes, mas, ao colher, lá está a Ely novamente plantando.
Seu mais recente livro, Tempo de Colher, é uma coletânea de textos que ao longo dos anos a

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

CRÔNICA

Esta coluna reúne crônicas de Menalton Braff
publicadas originalmente em seu site.

Tabuleta velha

Quando cheguei em casa, um vazio na paisagem me corroeu a certeza de que o mundo goza ainda de alguma estabilidade. Meu vizinho derrubou a árvore em sua calçada

Não houve como não lembrar o capítulo do romance Esaú e Jacó, do nosso velho Machado, que me sugeriu este título. Não, não vou falar do velho Custódio, o confeiteiro, que por pouco não chorava ao ver o frontispício de seu estabelecimento sem a tabuleta. Caso de estima. E os casos de estima, sejam quais forem, devem ser respeitados, pois ela, a estima, anda já tão escassa neste mundo de parafernália eletrônica. Mas não foi esse o caso.

Quando cheguei a casa, à tarde, um vazio na paisagem me corroeu a certeza de que o mundo goza ainda de alguma estabilidade. Meu vizinho derrubou a árvore em sua calçada. E sua ausência, a falta da árvore, um belo exemplar de oiti, que vi nascer, meus olhos ajudaram a crescer, e há anos vinha deitando sombra

domingo, 17 de setembro de 2017

LANÇAMENTO DA SEMANA

TÍTULO: Biografia de um poeta
AUTOR: José Ildon Gonçalves da Cruz
GÊNERO: biografia

DATA: 21 DE SETEMBRO
HORÁRIO: 20h
LOCAL: Sede da Academia Barretense de Letras
ENDEREÇO: Rua 20, 1425
Barretos-SP

sábado, 16 de setembro de 2017

NOITE ADENTRO A CAMINHO DAS LIVRARIAS

O romance "Noite Adentro", que encerra a "Trilogia Tempus Fugit", de Menalton Braff, acaba de sair da gráfica e breve estará disponível em todas as livrarias (avisaremos a data aqui e nas redes sociais). O livro já estava em pré-venda pela internet há alguns dias.

A "Tempus Fugit" começou em 2011 com "Tapete de Silêncio", prosseguiu em 2014, com "Pouso do Sossego" e agora se conclui com "Noite Adentro".



SINOPSE
Noite adentro é o livro que encerra a trilogia "Tempos fugit", iniciada com "Tapete de silêncio" (Global, 2011) e sequenciada por Pouso do Sossego (Global, 2014). Neste novo romance, composto por dois planos narrativos, um em primeira pessoa e outra na terceira, Menalton adota a forma certeira para emanar a atmosfera de suspense e de dilemas humanos que compõe a chave narrativa do livro.

Num dos planos, Sophia expressa o alumbramento que tinge a experiência de conhecer seu pai, agora homem livre após vinte anos encerrado na prisão. Com tanta distância e tanto silêncio, há muito a ser

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

CONTOS CORRENTES

QUINTA DE LUA NOVA
(Virginia Finzetto*)

Aberlado..., eu sei que você ainda está aí. Que coisa feia! Batucar na
porta do meu armário me vendo transar com o Celso?
Silêncio.
 ...tô perdendo minha paciência. Não vai dar sinal? Não de vida, né
Abelardo, que já faz dois anos que cê desencarnou. Vai, xispa daí. Vá buscar o aminho da luz, o caminho da roça, o caminho da putaquetepariu! Fora daquiii!
E aos berros, ela corria insana pela casa de imensas janelas de vidro. A
cena se repetiu tantas vezes que o showroom virou distração da vizinhança desocupada, praticante da bisbilhotice. Em pouco tempo, fofocas sobre a ‘viúva histérica do 125’ circulavam por toda a redondeza.
Ninguém mais, apenas Júnia podia vê-lo, mas só quando ‘ele’queria. Quando não, ela apenas pressentia o ambiente de ar carregado, o hálito frio em sua nuca e o riso safado na cara do falecido.
Aquilo não podia ser só uma alma penada. Era um implante maligno em seu cérebro, uma obsessão, um desastre do cosmos, um encosto. Carma e punição.
Sobre a mesinha de cabeceira de seu quarto havia um altar bonitinho. Apesar do entulho de pedras,

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

MOTIVOS

Nesta coluna, Menalton Braff  revela as razões que o levaram a escrever cada um de seus livros.

JANELA ABERTA
                                                                                                           
Janela aberta vem de uma história muito antiga ouvida de pessoas conhecidas, gente da roça.  Um agregado, já velho, com poucas condições de produzir na lavoura, sofre os maus-tratos do proprietário da fazenda, na esperança de que ele abandone a casa em que mora e ceda o lugar para alguém mais produtivo.

Foi uma história que me sensibilizou e me acompanhou por muitos anos.

Claro, muito pouco aproveitei dos fatos conhecidos. É praticamente tudo produto de invenção. Mas a relação idade x produtividade, isso mantive. Isto é, a dificuldade que enfrenta uma pessoa depois de certa idade para encontrar trabalho.

Inventei uma filha, que não me lembro se existia na história que me contaram, mas para a narrativa ela era necessária por causa das mudanças que promovi. De história rural, transformei em história